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DNA de esqueletos coreanos revela “casta sacrificial” de pessoas há 1.500 anos

  • 13 de abr
  • 2 min de leitura

DNA de esqueletos coreanos revela “casta sacrificial” de pessoas há 1.500 anos - História em Destaque

Escavação de tumbas no complexo funerário de Joyeong, em Gyeongsan, Coreia do Sul. (Crédito da imagem: Cidade de Gyeongsan)


Uma análise genômica em esqueletos coreanos antigos revelou que famílias inteiras eram sacrificadas em homenagem à realeza local há cerca de 1.500 anos. Segundo o novo estudo, havia uma “casta sacrificial” especial de pessoas.



Uma equipe de pesquisadores investigou 78 esqueletos do complexo funerário de Imdang-Joyeong em Gyeongsan, no sudeste da península coreana. Os túmulos datam entre os séculos IV e VI, durante o chamado período dos Três Reinos. Registros históricos sugerem que os servos eram mortos e sepultados com a elite local em um ritual sacrificial chamado “sunjang”. O estudo também revelou um complexo sistema de parentesco centrado nas mulheres e seus descendentes.


Dos 78 esqueletos analisados, 11 pares de pessoas eram parentes de primeiro grau (como pais e filhos ou irmãos) e 23 pares de pessoas eram parentes de segundo grau (como avós e netos ou tia e sobrinha), sugerindo que a sociedade do Reino de Silla preferia enterrar pessoas com parentesco próximo juntas.



Os pesquisadores também descobriram que tanto a realeza quanto os civis praticavam o casamento consanguíneo.


Por meio da análise de DNA, os pesquisadores reconstruíram 13 árvores genealógicas das pessoas sepultadas no complexo funerário de Imdang-Joyeong, revelando uma extensa rede de parentesco focada nas linhagens maternas.


Entretanto, os servos sacrificados tinham um padrão de sepultamento ligeiramente diferente e, às vezes, eram agrupados como sacrifícios.



Os pesquisadores acreditam que famílias de servos foram usadas como indivíduos sacrificiais para uma classe proprietária de sepulturas.


Segundo Jack Davey, do Centro de Estudos Coreanos Antigos em Cambridge, o estudo é uma importante contribuição para a arqueologia coreana e, “se estiver correto, a presença do que parece ter sido uma casta sacrificial nesta entidade política regional fora do núcleo de Silla tem implicações profundas para a nossa compreensão da sociedade de Silla”.


Esse é um estudo pioneiro na análise do DNA do período dos Três Reinos e revela a “estrutura familiar distinta” do reino de Silla, dizem os pesquisadores.


“Acreditamos que mais estudos arqueogenéticos na península coreana revelarão mais informações sobre a dinâmica populacional e as estruturas familiares da Ásia Oriental antiga.”

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