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Manuscrito encontrado na Polônia confirma o lendário rei Qashqash

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 7 horas


Manuscrito encontrado na Polônia confirma o lendário rei Qasqash - História em Destaque

Manuscrito do Rei Qashqash da Antiga Dongola. Crédito da imagem: T. Barański/PCMA UW.


Arqueólogos poloneses descobriram um manuscrito em árabe que confirma a existência do rei Qashqash, um governante anteriormente considerado uma figura lendária.


A descoberta ocorreu durante escavações arqueológicas em um sítio medieval. O documento é uma ordem escrita emitida em nome do rei lendário. Segundo os pesquisadores, esse documento fornece evidências raras de que o rei foi uma figura histórica.



Além do documento, os arqueólogos também encontraram em uma grande estrutura residencial, artefatos que indicam o status de elite do edifício, incluindo tecidos de algodão, linho e seda, bem como objetos feitos de chifre de rinoceronte e marfim. Nessa estrutura foram encontrados mais de 20 textos em árabe, incluindo cartas, documentos administrativos e jurídicos, e amuletos.


A chamada da Casa do Rei - História em Destaque

A chamada da Casa do Rei. Crédito da imagem: Maciej Wyzgol/ CAS UW.


Entre os objetos encontrados estava a ordem emitida em nome de Qashqash. O documento foi recuperado em camadas de lixo.


Localizada na margem leste do Nilo, no Sudão, a antiga Dongola foi a capital de Makúria na Idade Média. Há mais de 60 anos, esse sítio arqueológico é estudado por arqueólogos e historiadores.


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O arabista Tomasz Barański do Centro Polonês de Arqueologia Mediterrânea da Universidade de Varsóvia está trabalhando em documentos árabes encontrados durante as escavações. Os textos raros permitem que as ruínas “falem”, fornecendo informações sobre o passado da cidade.



Segundo os pesquisadores, a existência histórica do rei Qashqash, anteriormente conhecida apenas por breves menções em uma obra hagiográfica do início do século XIX, foi comprovada pelo documento real emitido. A carta oferece um vislumbre das relações socioeconômicas do Reino de Dongola durante um período de intensa arabização e islamização.


Ao contrário de muitos outros documentos do sítio arqueológico que foram preservados em fragmentos, a carta escrita em papel sobreviveu intacta. A linguagem e a caligrafia sugerem que o texto foi produzido em um contexto em que o árabe ainda não estava totalmente estabelecido.



Segundo Barański, o formato irregular da folha de papel em que “o pedido foi escrito sugere que este texto pode ter sido somente um rascunho do documento final”. Ele também ressalta que as formas gramaticais não padronizadas e a “caligrafia pouco sofisticada não devem ser surpreendentes, especialmente em um ambiente onde o árabe ainda não era uma língua nativa”.


Os pesquisadores ainda não conseguiram descobrir se o árabe já era amplamente falado na corte real em Dongola ou em comunidades mais distantes do centro do poder.


Curiosamente, os descendentes dos moradores da Antiga Dongola continuam a viver na região até hoje.

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