Quem foi a Princesa Isabel? A história da Redentora
Atualizado: 24 de ago.

Gravura da Princesa Isabel. 1864. Biblioteca Nacional (Brasil). Domínio Público
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Em 13 de maio de 1888, aos 41 anos, uma mulher sentou-se à mesa do Palácio Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e assinou a Lei Áurea. Com aquele gesto, mais de 700 mil pessoas escravas passaram a ser livres. Seu nome? Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon. Mas, para a História, ela ficou conhecida como Princesa Isabel – ou, carinhosamente, a Redentora.
Variações de seu nome: Isabel de Bragança e Orléans; Isabel do Brasil; Princesa Isabel; e Condessa d’Eu.
Isabel foi a herdeira do trono brasileiro em uma época em que o Brasil ainda vivia sob o regime escravocrata. Mais do que uma princesa, Isabel se tornou a figura central de um dos momentos mais cruciais da nossa história: a abolição da escravidão.
É fato que o papel das mulheres na história latino-americana como detentoras de poder e influência política tem sido pouco explorado. Entretanto, a Princesa Isabel do Brasil aparece como única exceção. Mesmo sendo exceção, continua sendo ignorada e sua grandiosa contribuição relegada a simples nota de rodapé da história.
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