Ruínas de 1.300 anos em Israel: o mistério da cidade fantasma industrial
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Complexo industrial e comercial em Ramat Gan. (Crédito da imagem: Emil Aladjem, Autoridade de Antiguidades de Israel).
Escavações arqueológicas realizadas em agosto deste ano pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) revelaram estruturas que os pesquisadores acreditam ser um complexo industrial e comercial na cidade de Ramat Gan, em Israel.
No complexo planejado de 1.300 anos, foram desenterradas ruas que se cruzavam, lojas ou armazéns, fornos de cerâmica e instalações industriais.
Os arqueólogos descobriram que, ao longo das ruas, havia uma série de cômodos que serviam como lojas e instalações industriais rebocadas, evidenciando que sua fase principal foi planejada em detalhes por engenheiros e construída sob a supervisão das autoridades locais. A localização do sítio arqueológico ficava próxima à estrada principal que ligava Jaffa, Ramla e Jerusalém. Os pesquisadores acreditam que o complexo era ligado por uma estrada secundária que se ramificava dessa rota.
No local, os arqueólogos também encontraram dezenas de vasos de cerâmica e lamparinas a óleo intactas, além de diversos utensílios de mesa e cosméticos de bronze; cabeças de picaretas de ferro, uma foice e inúmeros pregos; dezenas de moedas; e uma enorme quantidade de fragmentos de cerâmica e vidro locais e importados. Juntamente com as ruínas, esses achados podem fornecer informações valiosas sobre a cultura, o comércio e a economia da época.
O complexo arqueológico em Ramat Gan foi construído no século VII ou VIII d.C. e esteve em atividade por 150 anos antes de ser abandonado misteriosamente. No século X d.C., o local foi repovoado; edifícios residenciais e instalações de produção foram construídos, e numerosos fornos de barro para cozimento (tabuns) foram instalados. Entretanto, no final do século seguinte, antes da conquista dos cruzados, o local foi abandonado mais uma vez, em circunstâncias ainda desconhecidas, e nunca mais foi repovoado.

Outra possibilidade levantada pelos arqueólogos é de que o complexo tenha integrado um assentamento próximo ainda não descoberto.
A primeira ocupação deste complexo data dos períodos Omíada e Abássida, enquanto o assentamento residencial posterior existiu durante o período Fatímida. Durante esses períodos, a população de Israel era diversa e incluía comunidades cristãs, muçulmanas, judaicas e samaritanas. Havia uma comunidade muçulmana em Ramla, capital do distrito, enquanto a região de Yarkon abrigava os samaritanos. No entanto, os pesquisadores explicam que as escavações não revelaram, até o momento, algo que indique a identidade étnica ou religiosa dos habitantes locais.





