2 de outubro de 1187 d.C.: Saladino captura Jerusalém
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HOJE NA HISTÓRIA

A cidade de Jerusalém é sagrada para os seguidores do judaísmo, cristianismo e islamismo. Ela foi reconquistada pelos cruzados em 1099 d.C. Os muçulmanos só reconquistariam a Cidade Santa 88 anos depois, sob o sultão Saladino (1137–1193 d.C.).
Após a conquista de Jerusalém na Primeira Cruzada (1095–1099 d.C.), diversos príncipes muçulmanos desunidos fizeram várias tentativas de deter o avanço organizado e determinado dos cruzados; muitas delas foram malsucedidas, até que Saladino conseguiu unificar as forças do Egito e da Síria.
A guerra santa islâmica, ou jihad, foi revivida para ser usada contra os cruzados. Em 1187 d.C., Saladino (sultão do Egito e da Síria) já havia passado mais de duas décadas lutando contra os cruzados, e foi nesse ano que ele alcançaria sua maior vitória.
Violando o pacto de paz de 1185 d.C., o cavaleiro cruzado Reinaldo de Châtillon (1125–1187 d.C.) atacou uma caravana comercial muçulmana. Era tudo que Saladino queria para romper a trégua. Em retaliação, o sultão preparou seu exército para atacar os cruzados. Em 4 de julho de 1187 d.C., ambos os exércitos se enfrentaram na Batalha de Hattin. As forças de Saladino, em maior número, saíram vitoriosas e a Terra Santa ficou desprotegida.
A derrota deixou a maioria das fortalezas cruzadas sem homens suficientes para defendê-las. Aproveitando-se da fragilidade cruzada, Saladino enviou seus comandantes por todo o país, de Tiro a Jerusalém.
Após tomar várias cidades, os muçulmanos chegaram a Jerusalém. Saladino não queria perder tempo, pois sabia que, se adiasse a captura da cidade sagrada, logo os cristãos enviariam reforços. O sultão marcou um encontro com os delegados da cidade e ofereceu-lhes vários termos de rendição; todos recusados.
O exército de Saladino marchou para Jerusalém, determinado a invadir e saquear a cidade. Em 20 de setembro, suas bandeiras eram visíveis no lado ocidental da cidade sagrada. Sofrendo com escassez de soldados, os cidadãos não tinham chance em um ataque direto; sua única esperança era defender as muralhas.
O cerco de Jerusalém começou com as muralhas e a torre alvejadas por flechas e pedras arremessadas por catapultas. Saladino enviou torres de cerco às muralhas, mas foram destruídas pelos sitiados. O cerco persistiu por vários dias até que o sultão percebeu que, até o meio-dia, seus guerreiros eram ofuscados pelo brilho da armadura. Ele decidiu mover suas forças militares para o leste, em direção ao Monte das Oliveiras, onde não havia portão próximo.

Em 25 de setembro, Saladino já havia posicionado seu exército no mesmo local onde os cavaleiros da Primeira Cruzada haviam atacado em 1099 d.C. Quatro dias depois, os mineiros muçulmanos conseguiram abrir uma brecha na muralha, deixando a cidade vulnerável.
Inicialmente, Saladino exigiu a rendição incondicional. Mas, após a ameaça de destruição dos locais sagrados muçulmanos e a execução de prisioneiros, caso a cidade fosse capturada à força, Balião e Saladino entraram em um acordo. Os cruzados em Jerusalém seriam feitos prisioneiros de guerra, podendo pagar um resgate ou serem escravizados. Cerca de sete mil pessoas pobres seriam libertadas em troca do pagamento de 30 mil dinares de ouro do tesouro da cidade.
Em 2 de outubro de 1187 d.C., Saladino invadiu Jerusalém. Cerca de 15 mil pessoas foram escravizadas — 7 mil homens e 8 mil mulheres. Os guerreiros muçulmanos removeram a cruz dos cruzados da mesquita de Al-Aqsa e construções adjacentes foram demolidas, assim como numerosos artefatos dos cruzados.





