Arqueólogos descobrem centenas de sepulturas com as joias mais antigas do mundo
- há 3 dias
- 2 min de leitura

O homem da sepultura 43. Crédito da imagem: Kalin Dimitrov. (Archaeology Magazine)
Em 1972, trabalhadores da cidade costeira de Varna, na Bulgária, descobriram acidentalmente um antigo cemitério com centenas de sepulturas da Idade do Cobre, das quais algumas estavam repletas das primeiras joias de ouro da humanidade. O local continha mais de 3 mil artefatos de ouro, considerados os mais antigos do mundo, que datam de 4600 a 4300 a.C.
Em mais de vinte anos de escavações arqueológicas, foram recuperados artefatos de ouro em 62 das cerca de 300 sepulturas do cemitério. No entanto, os pesquisadores explicam que mais de um terço de todos os objetos de ouro veio de um único sepultamento, a Sepultura 43, que também continha o esqueleto de um homem que morreu há 6 mil anos. O indivíduo tinha por volta de 60 anos quando morreu.
O indivíduo da sepultura 43 foi enterrado com uma variedade de objetos de ouro, incluindo colares de ouro com contas, pulseiras, brincos e pingentes, além dos discos de ouro que antes estavam presos às suas roupas.
Os arqueólogos conseguiram recuperar mais de 6 kg de ouro no cemitério. Com cerca de 6 mil anos, esse tesouro é considerado a evidência mais antiga de produção de ouro em todo o mundo. Em 2016, arqueólogos descobriram uma pequena conta de ouro no sítio arqueológico de Tell Yunatsite, no sul da Bulgária, que pode ser um século mais antiga, mas essa data ainda não foi confirmada.
A invenção do trabalho com ouro nos Bálcãs há mais de 6 mil anos ainda é um mistério para os arqueólogos. Mas eles acreditam que esteja relacionada a uma série de inovações na mineração, metalurgia e comércio de longa distância que ocorreram durante essa época.
Segundo o Museu Arqueológico de Varna, o cemitério é um protótipo de estrutura social e política. “Como atributos que designavam o status social de seus proprietários, os objetos de ouro eram sagrados e simbólicos, e não indicadores de riqueza.”
Os arqueólogos explicaram que os poucos indivíduos sepultados no cemitério de Varna com quantidades extraordinárias de ouro, como o homem da sepultura 43, “provavelmente eram os líderes da sociedade, o que torna Varna possivelmente uma das civilizações mais antigas do mundo.”



