Joana d’Arc: A vida da santa guerreira que mudou a história da França
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Joana d'Arc na coroação do Rei Carlos VII na Catedral de Reims. Jean-Auguste Dominique Ingres. (Museu do Louvre, Paris).
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Joana d’Arc (em francês: Jeanne d’Arc), também conhecida como a “Donzela de Orléans”, era uma jovem camponesa francesa da Idade Média que, acreditando receber inspirações divinas de santos católicos, liderou o exército francês em 1429 d.C., levando os franceses a uma vitória memorável em Orléans ao acabar com o cerco à cidade, o que reverteu a sorte da França durante a Guerra dos Cem Anos.
Nascida na aldeia de Domrémy, a jovem Joana, aos 13 anos, teve uma revelação enquanto estava no jardim de sua família. Ela relatou ter recebido visões e ouvido vozes divinas dos santos São Miguel (São Miguel Arcanjo), Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida de Antióquia, instruindo-a a ajudar o Delfim Carlos (posteriormente, Carlos VII da França, r. 1422–1461) a ser coroado em Reims e liderar as tropas francesas para expulsar os ingleses da França. Ela também se tornou famosa por sua fé inabalável e sua liderança inspiradora como figura militar adolescente que mudou o destino dos franceses na guerra.
Santa Joana d’Arc foi capturada em 1430 d.C. pelos soldados borgonheses (aliados da Inglaterra na França) e vendida para os ingleses. No ano seguinte, ela enfrentou um julgamento por heresia com motivações políticas em Rouen, onde as acusações foram principalmente voltadas para suas supostas visões, sua recusa em se submeter à autoridade da Igreja e o uso de vestimentas masculinas. Após ser condenada, Joana se retratou, mas logo recaiu e foi queimada viva na fogueira em 1431 d.C., aos 19 anos. Joana se tornou a maior heroína da França, e sua conquista foi decisiva no posterior despertar da consciência nacional francesa.
Situação do Reino da França
Em 21 de maio de 1420 d.C., o Delfim Carlos foi deserdado por seu pai, o rei louco Carlos VI da França, em favor do rei da Inglaterra, por meio do Tratado de Troyes. Quando o rei Carlos VI morreu, em 1422, o rei Henrique havia morrido alguns meses antes, e seu filho, Henrique VI, era muito jovem para assumir o trono, mas era o herdeiro legítimo do reino. Com isso, o trono da França passou a ser disputado entre o Delfim Carlos, filho e herdeiro do rei Carlos VI (da Casa de Valois), e o inglês Henrique VI (da Casa de Lancaster).
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