Enterros de cremação em urnas de metal no período da proto-história (1400 – 100 a.C.)
- 5 de mai.
- 9 min de leitura
Atualizado: 12 de mai.
Caldeirão de Skallerup, John Lee, Museu Nacional da Dinamarca. (CC BY-SA)
Há muito tempo, pesquisadores vêm estudando o épico homérico que descreve a coleção de cinzas de heróis em urnas de metal utilizadas para enterro. Eles compararam as descrições desses textos com enterros de alto status descobertos no mundo grego e no restante da Europa. Entretanto, os enterros de cremação de aristocratas em urna de metal na Europa da Idade do Bronze e do Ferro foram analisados como um fenômeno raro. Um estudo publicado na revista Antiquity, baseado em cerca de 600 enterros, identificou padrões cronológicos e geográficos. Os resultados apresentados destacaram como esse costume funerário da elite ampliou um conjunto de valores e práticas compartilhadas em toda a Europa e no mediterrâneo no primeiro milênio a.C.
Introdução
A Europa do primeiro milênio a.C., era dividida em várias sociedades distintas, distribuídas geograficamente por tipos de cultura material, grupos da elite e status social semelhante. Esses grupos da Idade do Bronze e do Ferro estavam interligados por longas distâncias, compartilhando elementos culturais, como práticas funerárias, e uma série de construções sociais e ideológicas. Um exemplo claro dessa conectividade da elite é a prática do uso de vasos de bronze – originalmente usados para bebida – que foram usados como urnas cinerárias de metal. Essa forma de enterro tem sido observada em contextos mediterrâneos, incluindo sepultamentos como o de Kourion-Kaloriziki (Chipre), Lefkandi e Eretria (Grécia), ou Pontecagnano (Itália). Os arqueólogos tentam compreender a relação entre práticas funerárias da elite e sua representação em textos antigos, e sua propagação em todo o Mediterrâneo.
Quer ler mais?
Inscreva-se em historiaemdestaque.com.br para continuar lendo esse post exclusivo.