Escavação arqueológica revela um complexo residencial monástico, datado da era bizantina em Sohag
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Complexo residencial monástico em Sohag. Imagem de: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.
Escavações arqueológicas no sítio arqueológico de “Al-Qarya Bal-Dweir”, na província de Sohag, no Alto Egito, na região do Vale do Nilo, revelaram vestígios de um complexo residencial para monges bizantinos.
O Ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy, afirmou que a descoberta representa a diversidade e a riqueza do patrimônio cultural egípcio em diferentes épocas, contribuindo para atrair mais visitantes e pesquisadores interessados na história das civilizações e religiões.
Esta descoberta traz novas informações que contribuirão para a compreensão da natureza da vida monástica no Alto Egito durante o período bizantino (por volta de 395–641 d.C.). Os resultados das escavações sugerem a existência de um padrão regular de assentamento, que provavelmente serviu de residência para os monges que ali viviam durante esse período.
A equipe arqueológica descobriu vestígios de edificações retangulares construídas com tijolos de argila, com dimensões que variam de aproximadamente 8 x 7 metros a 14 x 8 metros. Essas construções incluem salões retangulares, onde alguns contêm o que parece ser um local para culto, além de várias outras pequenas salas com tetos abobadados.
Segundo Mohamed Abdel-Badi, Chefe do Setor de Antiguidades Egípcias do Conselho Supremo de Antiguidades, as paredes dos edifícios preservavam camadas de argamassa e apresentavam alcovas, enquanto os pisos consistiam em uma única camada de argamassa. Outros edifícios apresentavam pátios com entradas no lado sul, com restos de pequenas estruturas circulares, que acredita-se serem mesas para os monges.
A missão arqueológica em Sohag encontrou vários outros achados arqueológicos, incluindo inscrições, ânforas, vários óstracos com inscrições em copta e utensílios domésticos.
Artefatos e um edifício descobertos em Sohag. Imagens de: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.
Foram descobertas também bacias feitas de tijolos vermelhos e calcário em ruínas de alguns edifícios. Os pesquisadores acreditam que essas bacias foram usadas para armazenar água.
Os restos de uma edificação de tijolos, com aproximadamente 14 x 10 metros, encontrados no local, podem ter sido de uma igreja principal do complexo monástico, disse o Dr. Mohamed Naguib, Diretor de Antiguidades em Sohag.












