Um brinco de ouro, datado do século III a.C., foi descoberto na Cidade de Davi
- 23 de fev.
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Atualizado: 3 de mar.

Brinco de ouro do período helenístico descoberto no sítio arqueológico da Cidade de Davi. Crédito da imagem: Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).
Escavações arqueológicas conduzidas pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) e pela Universidade de Tel Aviv revelaram um brinco de ouro da era helenística, no estacionamento de Givati, no Parque Nacional da Cidade de Davi.
O brinco tem o formato de um antílope ou um veado, com grandes olhos martelados, boca e outras características faciais. Os pesquisadores não conseguiram identificar a identidade cultural ou religiosa do artefato de ouro. Segundo os pesquisadores, o brinco em forma de argola pertenceu a um indivíduo da classe alta de Jerusalém. “Isso pode ser determinado pela proximidade com o Monte do Templo e o Templo, que estava ativo na época, quanto pela qualidade da joia de ouro.”
A joia foi produzida usando uma técnica conhecida como filigrana (emprego de fios finos e minúsculos grânulos de metal para criar padrões delicados). Segundo Ariel Polokoof e o Prof. Adi Erlich, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Haifa – que examinaram o objeto –, esse tipo de brinco surgiu na Grécia durante o período helenístico (323 a.C.–30 a.C.).
Além do brinco, foram descobertos dois anéis de ouro e uma conta de ouro decorada – também em camadas sedimentares do período helenístico. As descobertas no Parque Nacional da Cidade de Davi estão começando a retratar um novo caráter e status dos moradores de Jerusalém há cerca de 2.300 anos.
Em todo o mundo helenístico, as joias de ouro são bastante conhecidas desde a ascensão de Alexandre, o Grande. As campanhas de Alexandre contribuíram para a distribuição e troca de bens de luxo e materiais preciosos.
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Anteriormente, a maioria dos pesquisadores acreditava que a cidade de Jerusalém no período helenístico era uma cidade pequena, limitada à colina sudeste e relativamente modesta em recursos, devido aos poucos edifícios e artefatos dessa época terem sido descobertos. Agora, as novas descobertas contam uma história diferente: as várias estruturas encontradas se conectam para formar um bairro residencial e indicam atividades de construção tanto privadas quanto públicas, assim como a expansão da cidade para o oeste.
“A natureza dos edifícios – e, claro, as joias de ouro e outros achados – atestam a forte condição econômica da cidade e o status de suas elites”, diz o comunicado da IAA.
As joias analisadas sugerem que os habitantes aceitaram as influências estilísticas da cultura helenística, difundidas por todo o Mediterrâneo oriental.






