Pesquisadores acreditam ter revelado o mistério por trás da ‘Faixa de Buracos’ no Peru
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Em um sítio arqueológico chamado Monte Sierpe ou “Montanha da Serpente”, uma formação de mais de 5 mil buracos alinhados que se estende montanha acima como uma serpente intriga arqueólogos e teóricos da conspiração desde que foi redescoberta em 1931.
Segundo o arqueólogo Charles Stanish, o sítio arqueológico com sua gigantesca “faixa de buracos” é fascinante.
Um novo estudo publicado em novembro na revista Antiquity, por Stanish e seus colegas, pode finalmente desvendar o mistério de por que essa estranha formação foi construída há cerca de um milênio.
A análise sugere que as origens do sítio Monte Sierpe são anteriores à ascensão do Império Inca. Stanish e sua equipe sugerem que os milhares de buracos podem ter sido usados para medir tributos de grupos de habitantes locais aos seus senhores incas.
O sítio é um local remoto, situado no sopé dos Andes, no sul do Peru. No entanto, com base em evidências microbotânicas e imagens de drones, os pesquisadores acreditam que os incas se apropriaram do sítio porque ele já foi um ponto central de troca de alimentos, tecido, obsidiana e ferramentas de pedra.
O povo Chincha vivia nas proximidades, e sabe-se que eles ficaram sob o controle do Império Inca por cerca de 400 anos depois da construção da Faixa de Buracos (com cerca de 1 mil anos). No entanto, os pesquisadores não conseguem dizer ao certo quem construiu a formação rochosa pela primeira vez.
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O novo estudo sugere que a Faixa de Buracos se originou como um mercado de trocas. Entretanto, os pesquisadores não descartam a possibilidade de que tenha servido somente como um geoglifo cerimonial, assim como as Linhas de Nazca.
Os pesquisadores encontraram nos buracos minúsculos vestígios de milho e plantas silvestres. A equipe acredita que as pessoas forravam os buracos com cestos ou fardos e depositavam suas mercadorias dentro deles.






